Bem, antes de tudo, para quem não se inteirou da notícia ainda, recomendo o comentário completo que meu grande amigo Rodo postou no Conexão Windows. E segue um pequeno resumo: o comandante da divisão de Entertainment & Devices da Microsoft, Robbie Bach, está de saída da empresa. E no mesmo dia, também foi anunciada a saída de J Allard, que agora será um consultor independente direto de Steve Ballmer.
Acho que ainda é cedo, bem cedo para dizer o impacto que isto vai ter na divisão de entretenimento e dispositivos. Mas, de certa forma, era uma mudança já esperada, afinal toda esta divisão tá vinha sofrendo uma grande sacudida e reestruturação.
Sobre Robbie Bach, pessoalmente não acredito que ele venha realmente a se aposentar em definitivo, pois é relativamente novo (48 anos). Se for pra apostar em algo, eu diria que ele deve reaparecer com alguma startup própria no setor de games em breve. Mas este post é para falar sobre J Allard, simplesmente um dos meus heróis dentro da Microsoft.
Primeiramente, para quem não conhece sua história recomendo a leitura de sua biografia no site de executivos da empresa, e também da transcrição do discurso que ele fez (juntamente com Robbie Bach) na E3 2005, anunciando o 360.
O fato é que Allard sempre foi mais um “visionário” do que um “administrador”, sendo responsável direto por mudanças gigantes na forma de pensamento da Microsoft em relação a pelo menos três assuntos cruciais da tecnologia – a internet, os games, e a multimídia. Seu memorando de 1994, Windows: The Next Killer Application on the Internet, convenceu muitos funcionários do futuro que a rede estava trazendo para os PCs, e moldou a estratégia futura da Microsoft em um mercado que até então desconhecia completamente (e qualquer semelhança com a entrada posterior da empresa na indústria de videogames não é mera coincidência, neste caso).
Pois bem, no caso de J Allard, por incrível que possa parecer eu acredito que ele está “caindo pra cima”, e deixando de vez suas tarefas gerenciais para se dedicar única e exclusivamente para o que ele faz de melhor – viajar na maionese, e aconselhar a Microsoft ao caminho certo. E isto de forma independente, como consultor contratado. Por isto, se eu já admirava o Allard antes, admiro muito mais agora. E falando em termos de Microsoft, isto pode ser muito bom, pois o Allard é um grande visionário e, por mais que eu ame a divisão de E&D, trazer isto para a companhia como um todo pode ser proveitoso demais e ajudar a unificar ainda mais a visão de futuro da empresa.
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