Arquivo de junho, 2010

Algumas pessoas vieram me pedir a disponibilização do projeto criado durante a demo de minha apresentação sobre Windows Phone 7 no evento Codificando 2010, ocorrido neste último sábado na UNIP Tatuapé.

O projeto em questão foi uma aplicação de tabela da Copa do Mundo 2010, e a solução completa (com todos os fontes, arquivos de bandeiras e XML dos jogos) pode ser baixado por aqui.

Aproveito para deixar também disponível abaixo  a apresentação no SlideShare, e meus cumprimentos aos grandes Emerson Facunte, Alexandre Tarifa, Diego Nogare, Andrey Sanchez, Victor Cavalcante e toda a galera da Codificando.net pela organização espetacular do evento – e a coragem em mantê-lo gratuito!!!

Malegra on junho - 22 - 2010
categorias: Windows Phone
Tags:

Confesso que esperei a poeira baixar para sentar e escrever este editorial. Até mesmo porque, após uma maratona de acompanhar a conferência da Microsoft juntamente com a moderação do Liveblog do Portalxbox, depois acompanhar a reação da galera nos tópicos dos destaques da E3 e da Live Brasil, assistir as coletivas da EA e da Ubisoft, e ainda uma longa conversa com o PH e depois com Doc por telefone, eu estava simplesmente um caco e sem condições psicológicas de escrever qualquer coisa.

De todas as coletivas de imprensa da Microsoft na E3 até hoje, esta com certeza foi a que mais dividiu opiniões. Arrisco dizer, mesmo sem ter visto as coletivas da Sony e Nintendo ainda, que por conta de toda esta polêmica dificilmente a Microsoft se sagrará vencedora desta E3 2010 naquelas famosas “votações” promovidas pelos sites especializados.

Confesso que eu mesmo tenho sentimentos distintos, grandes alegrias e grandes preocupações para o Xbox este ano.

Começando já pelas boas notícias, finalmente a Live Brasil foi anunciada. E sim, na própria conferência, apesar do nome do Brasil não ter sido proferido pelo Marc Whiteen ou aparecido no telão, o que provocou a revolta de alguns exagerados que pareciam esperar que a Microsoft simplesmente parasse a coletiva, tocasse o hino e soasse vuvuzelas para o anúncio. De qualquer forma, logo após o término da coletiva a Microsoft Brasil se apressou em lançar um press release rapidinho para dar a chancela oficial ao anúncio.

Para nós que acompanhamos muito do trabalho de bastidores e do suor que a Microsoft Brasil e a Corp. deram para trazer esta conquista para o Brasil, só temos que parabenizar a todos pelo trabalho e esforço. O sentimento da maioria esmagadora dos jogadores é de vitória, e há que se comemorar mesmo. Certamente não teremos uma Xbox Live igual à americana, e não há outra no mundo no patamar dela, mas posso certificar que a Microsoft Brasil está fazendo um trabalho muito sério para trazer um serviço de qualidade. E, mais importante que isso, há que se pensar em todo o valor agregado que chegará junto com ela – a possibilidade dos desenvolvedores indie publicarem seus jogos no marketplace; os DLCs sem bloqueio de conteúdo; os códigos para download embutidos nos grandes lançamentos; a possibilidade de conteúdo brasileiro de vídeo e áudio no marketplace; a maior visibilidade das comunidades; a estatística mais refinada do uso brasileiro do serviço.

Excluindo esta excelente notícia para os brasileiros, devo dizer que a conferência em si me decepcionou. Acredito que a Microsoft sofreu este ano daquele grave complexo de superação – a coletiva de imprensa do ano passado teve um nível e um apelo tão gigante, que realmente seria difícil superar neste ano. A missão era inglória, ainda mais considerando o fato que o “efeito surpresa” do Kinect definitivamente já não era mais o mesmo.

Se no ano passado tivemos Paul McCartney, Ringo Starr, Tony Hawk e Steven Spielberg no palco, este ano tivemos uma ausência total de celebridades. Ficou claro que a estratégia da Microsoft este ano foi centralizar todo este esforço de apelo popular na apresentação do Cirque du Soleil, que parece ter sido ainda mais controversa nos relatos de quem foi – deixando a conferência para exibir os jogos. O que na minha opinião foi extremamente danoso para a conferência em si, esvaziando praticamente todo o impacto dos jogos do lançamento do Natal na coletiva, pois já havíamos visto seus vídeos e impressões.

Efeito semelhante teve o vazamento do novo design do Xbox 360 – que, ao contrário do que se pensava, não é necessariamente um slim, mas sim um sleek nas palavras da empresa, uma revisão para tornar o hardware mais silencioso, confiável e barato. Com fotos do novo console rodando a internet desde o final de semana, o impacto de seu anúncio na conferência foi de tal forma reduzido que apenas a notícia que cada um dos presentes receberia uma unidade gratuitamente realmente animou os convidados.

Em suma, avaliando a conferência em termos de show, na minha opinião faltou pegada, faltou carisma, faltaram aplausos. Mas, e em termo de jogos?

A Microsoft já havia iniciado uma tendência na E3 2009 em diminuir a quantidade de blockbusters e anúncios bombásticos de games em suas conferências, e seguiu a mesma este ano. Para a audiência hardcore, excessão feita ao anúncio do novo projeto exclusivo da Crytek, o que se viu foram demonstrações de grandes títulos que todo mundo já conhecia ou esperava. A série Halo parece finalmente estar dando conta do recado com louvor no quesito gráficos, e Gears of War evoluiu naturalmente para a campanha cooperativa em quatro jogadores. Tudo dentro do script, mas ainda assim digno de palmas.

No front do conteúdo e experiência de usuário, foram demonstrados recursos da nova dashboard como o controle por voz e o novo sistema de controle de playback dos filmes através do Kinect, estrategicamente controlados por um negro vestindo roupa preta para acabar de vez com os rumores de que o sensor não funcionava bem com negros. E o acordo com a ESPN hoje empolga os americanos, mas cairia como uma luva para os brasileiros ligados em esportes – é bom ficar de olho.

E com isto chegamos ao novo foco da conferência, quiçá da plataforma: os jogos casuais do Kinect.

Admito que tenho uma dificuldade gigantesca em avaliar o apelo dos jogos do Kinect. Minhas primeiras reações a todos eles foram a que imagino terem sido as mesmas de todos os jogadores hardcore – mas que tosco. E ainda que cada um dos títulos tenha um pequeno toque ou recurso que realmente só é possível no Kinect, é difícil não remeter ao Wii quando vemos os jogos sendo demonstrados.

Porém, à noite resolvi fazer uma pequena experiência: chamei minhas filhas para verem os trailers dos jogos (idades: 12, 11 e 9 anos). E elas simplesmente adoraram todos, com destaque para o Kinectimals, a genial transformação do Milo (que, por representar um ser humano, causou desconfiança e até mesmo medo em muitos usuários) em animais quase de pelúcia que transbordam carisma. Sinto que criei pequenos monstros que vão me perguntar todas as semanas quando “o jogo do tigrinho” chega em casa. E constatei, com toda a tristeza do mundo, que além de eu realmente estar ficando velho, estou deixando de ser o único público alvo das produtoras de games na minha casa. E vai ser difícil, muito difícil para mim abrir mão da exclusividade daquele hobby tão pessoal, o console que era só meu, e compartilhá-lo com toda a família. Mas será um caminho sem volta, e quanto antes me acostumar com isto, melhor.

Isto tudo posto, devo dizer que o que mais preocupou nesta conferência da Microsoft na E3 não foi o que vi, mas as ausências.

Esperava novidades relativas ao Windows Phone, que foi relegado a um slide e uma menção ainda menor que o Brasil pelo Marc Whiteen, e sinceramente acredito que isto machuca demais a plataforma. Seria a oportunidade perfeita para atiçar a curiosidade e o desejo do grande público pelo aparelho.

Mais do que isto, me preocupou bastante a aparente falta de apoio das third parties na conferência deste ano. Excessão feita à Activision, que mostrou um novo Call of Duty com sabor de mais do mesmo, e da Crytek com seu misterioso projeto exclusivo, nada foi visto na arena hardcore. Mas, ainda mais preocupante a meu ver, foi a quase ausência total de thirds no lançamento do Kinect. Sim, tivemos a Harmonix e a Ubisoft, mas os títulos de ambas não são exatamente inspirados – apesar de chamativos, e até potencialmente bacanas, um jogo de dança e outro de fitness já eram apostas praticamente certas para o Kinect. E apesar de todos saberem que o grande potencial e nicho do Kinect está nos jogos casuais, no fundo de nossos corações todos esperavam que algum grande gênio dos games, como o Kojima, apresentaria nesta E3 um uso realmente inovador e inesperado do antigo Project Natal. Não foi o que vimos, e isto chega a ser constrangedor para um produto que foi anunciado há exatamente um ano.

Se me permitem a opinião, acredito que as third estão em um grande compasso de espera em relação ao Kinect, e ao seu sucesso. O fato é que hoje ele é uma grande incógnita, incluindo o preço que surpreendentemente não foi revelado na coletiva. Neste aspecto, inclusive, concordo plenamente com o controverso Michael Pachter, que acertou em sua entrevista pré-coletiva para o site GameTrailers que a Microsoft não iria anunciar o preço, e para quem a empresa está aguardando o que a concorrência vai anunciar para tomar sua decisão final. Nunca o final da guerra dos consoles pareceu tão aberto e indefinido. Sorte a nossa.

Malegra on junho - 15 - 2010
categorias: Editoriais, Xbox

Depois de muitos meses de expectativa, a cortina começa finalmente a se levantar e tivemos ontem a primeira cena do show da E3, com a “Project Natal Experience” do Cirque du Soleil.

É difícil falar alguma coisa da apresentação em si, já que ela foi “fechada” e não pôde ser filmada ou até mesmo fotografada. Mas acho que já podemos comentar algo sobre a reação do pessoal (para quem quiser ler o que a galera anda pensando, recomendo dar uma lida no tópico de fórum do Portalxbox).

Antes de tudo, sobre o fato da apresentação ser fechada, para mim fica bem claro que a Microsoft pensou desde o princípio gravar a apresentação e transmitir depois a versão final editada, o que pelo pouco que pudemos ver parece fazer todo o sentido. Todos os comentários até agora dão conta de que foi um show onde muitas coisas aconteciam ao mesmo tempo, com participação da própria platéia, de uma forma bem grandiosa como o Cirque du Soleil costuma fazer. Entre simplesmente transmitir ao vivo e fazer uma edicão esperta e veloz, como um show que toda a família possa assistir, a segunda opção com certeza foi a mais acertada.

Outro comentário é sobre a relativa ausência de jogos mostrados, e isto faz ainda mais sentido. Quem foi para a experiência, não foi para uma coletiva de imprensa (por sinal, ficou bem claro também que os jornalistas ali definitivamente não eram o público alvo, apesar de alguns deles sempre acharem que são), mas para participar de uma gravação de um show, ponto. Na opinião de quem está bem longe e assumidamente pode estar errando feio, talvez se as pessoas tivessem se desligado das suas funções profissionais naquele momento, tivessem aproveitado muito mais. Foi uma celebração, da mesma forma que o show de abertura da copa na África do Sul não teve um pingo de futebol.

Sobre o perfil dos jogos apresentados, não há nem o que comentar: alguém realmente esperava que um espetáculo de experiência montado pelo Cirque du Soleil mostrasse jogos que não tivessem enfoque casual?

Finalmente, o assunto mais polêmico – o nome Kinect. Mudanças de nome são sempre muito interessantes, pois quando se anuncia uma delas sempre há o impacto inicial, o choque do novo. Me lembro como se fosse hoje o impacto negativo que o nome Natal teve no ano passado quando foi anunciado – e isto para nós, brasileiros, imaginem nos americanos para quem o nome não faz absolutamente nenhum sentido, e ainda é difícil de pronunciar. Porém, as pessoas se acostumaram com ele, e acabam tendo uma resistência enorme para a mudança. Alguns, inclusive, disseram preferir o Wave, que até é um bom nome de produto ;) , mas que tem um problema clássico – só tem sentido em inglês. Por outro lado, Kinect é um nome genial por vários motivos, e convido vocês a esta reflexão.

Primeiro, porque é uma palavra que de fato não existe, mas que remete imediatamente a uma nocão de movimento. Assim como Google, é uma palavra inventada, mas que tem tudo para pegar. Ao juntar Kinetic + Connect, demontra claramente as duas intenções primordiais do produto. E mais, por pegar sua raiz no grego (que segundo o pai da moça do filme Casamento Grego, é a raiz de todas as palavras do mundo), ganha sentido em uma quantidade gigante de idiomas – incluindo o nosso – não sendo difícil de pronunciar na maioria deles. E, talvez o mais importante, não tem ligação nenhuma diretamente com os games, o que é crucial em um produto que tem tudo para expandir as barreiras de utilização apenas no Xbox 360, e se tornar a interface de usuário de fato em vários aparelhos daqui a alguns anos.

Longa vida ao Kinect!

Malegra on junho - 14 - 2010

Galera,

Para quem ainda não conferiu, vale a pena dar uma olhada neste site, que disponibiliza os vídeos das sessões específicas de Windows Phone 7 apresentadas no TechEd USA 2010.

Pessoalmente, recomendo bastante a palestra Developing Occasionally Connected Applications for Windows Phone 7, ministrada pelo Rob Tiffany, que demonstra como criar aplicações que se adaptam às condições da rede do usuário, característica tão marcante das aplicações que rodam em celulares. Vale a pena assistir!!!

Malegra on junho - 10 - 2010
categorias: Windows Phone
Tags:

E mais boas notícias vem chegando para nós diretamente do Tech-Ed americano. Brandon Watson, do time do Windows Phone 7, anunciou que os dispositivos para desenvolvedores começarão a ser distribuídos no mês que vem, vários meses antes do lançamento geral do produto para o grande público, no final do ano.

Apesar de não ter dito um número exato, Brandon comentou que serão consideradas empresas nos 29 países onde o Windows Marketplace for Mobile está presente (olha o Brasil aí gente!), e os desenvolvedores interessados devem entrar em contato com a Microsoft por qualquer um dos canais de desenvolvedores do Windows Phone 7 para manifestarem seu interesse. As requisições vão ser analisadas caso-a-caso.

Os dispositivos que serão disponibilizados pela Microsoft serão de um grande número de fabricantes diferentes, mas todos similares em termos de especificações.

Fonte: IStartedSomething

Malegra on junho - 8 - 2010
categorias: Windows Phone
Tags:

Acabou de sair no blog do Charlie Kindel: o update mais recente do runtime do Silverlight 4 (disponibilizada através do Windows Update na última quinta-feira, dia 03/06) pode fazer com que o Windows Phone Tools CTP Refresh se recuse a instalar.

O sintoma vai aparecer caso você tenha feito o update do SL4 antes de instalar o Windows Phone Tools. Neste caso, o processo vai simplesmente falhar durante a tentativa de instalação do Silverlight 4. Lembrando que aqueles que já têm o Windows Phone Tools CTP Refresh instalado na máquina podem atualizar o Silverlight 4 sem maiores dores-de-cabeça.

Caso você tenha este problema durante a instalação do CTP Refresh, você pode solucionar desta forma:

  1. Desinstale o Microsoft Silverlight 4 a partir do Painel de Controle
  2. Execute a instalação do Windows Phone Developer Tools
  3. Atualize o runtime do Silverlight normalmente
Malegra on junho - 7 - 2010
categorias: Windows Phone
Tags:

Expression Studio 4 box shotA partir de hoje, está disponível de forma pública o Expression Studio 4 com as versões atualizadas do Blend, SketchFlow, Encoder, Web e Design. Para a lista completa das novidades e o link para download da versão trial recomendo uma visita no site do produto.

Porém, o ponto de atenção aqui é para toda a galera que está utilizando o Blend para desenvolver em Silverlight para o Windows Phone – a versão final do produto está temporariamente incompatível com o Windows Phone Tools CTP Refresh, e não deve ser instalada para evitar instabilidades.

Seguindo os passos do que já aconteceu anteriormente com o Visual Studio 2010 RTM, a compatibilidade deverá ocorrer em um futuro próximo com a próxima atualização do SDK do Windows Phone. No caso do Visual Studio não demorou muito, e não há razão para deixar de acreditar que um novo refresh do Phone Tools não está a caminho.

Enquanto isto, quem quiser continuar utilizando o Blend para Windows Phone, pode manter o Blend 4 Beta para Windows Phone.

Mais informações aqui no blog conforme forem divulgadas.

EDIT: Complementando a informação por indicação do grande Galileu Vieira, fica o aviso de que o Expression Studio já está disponível para a galera do WebsiteSpark (como, não conhece o WebSite Spark? Clique aqui JÁ!!!)

Malegra on junho - 7 - 2010
categorias: Windows Phone
Tags:

Para todos que não puderam ir para Nova Orleans conferir de perto o Tech-Ed americano (o que inclui este que vos escreve e 99.9999999% dos leitores, creio eu), da mesma forma como já havia feito com o MIX 2010 a Microsoft também irá transmitir ao vivo conteúdos selecionados do evento como as breakout sessions e a keynote de abertura, diretamente do site http://www.msteched.com.

A keynote de abertura terá início às 11:00h de hoje, horário de Brasília. Anotem em suas agendas, e espero que em breve tenhamos grandes novidades para discutir nos blogs!!!

Malegra on junho - 7 - 2010
categorias: Mundo Microsoft

Você já se cansou da cara tradicional do emulador do Windows Phone 7?

Pensando nisso, o francês Nicolas Humann acaba de disponibilizar em seu blog uma nova série de skins elaboradas por ele próprio, duas delas baseadas em aparelhos da HTC e duas em modelos da Samsung:

image image image image

Para instalar:

  • Baixar uma das skins: HTC1HTC2SMG1SMG2
  • Faça um backup do arquivo C:\Program Files (x86)\Microsoft XDE\1.0\WM7_Skin.xml
  • Extraia o arquivo ZIP para C:\Program Files (x86)\Microsoft XDE\1.0\
Malegra on junho - 7 - 2010
categorias: Windows Phone