Depois de muitos meses de expectativa, a cortina começa finalmente a se levantar e tivemos ontem a primeira cena do show da E3, com a “Project Natal Experience” do Cirque du Soleil.
É difícil falar alguma coisa da apresentação em si, já que ela foi “fechada” e não pôde ser filmada ou até mesmo fotografada. Mas acho que já podemos comentar algo sobre a reação do pessoal (para quem quiser ler o que a galera anda pensando, recomendo dar uma lida no tópico de fórum do Portalxbox).
Antes de tudo, sobre o fato da apresentação ser fechada, para mim fica bem claro que a Microsoft pensou desde o princípio gravar a apresentação e transmitir depois a versão final editada, o que pelo pouco que pudemos ver parece fazer todo o sentido. Todos os comentários até agora dão conta de que foi um show onde muitas coisas aconteciam ao mesmo tempo, com participação da própria platéia, de uma forma bem grandiosa como o Cirque du Soleil costuma fazer. Entre simplesmente transmitir ao vivo e fazer uma edicão esperta e veloz, como um show que toda a família possa assistir, a segunda opção com certeza foi a mais acertada.
Outro comentário é sobre a relativa ausência de jogos mostrados, e isto faz ainda mais sentido. Quem foi para a experiência, não foi para uma coletiva de imprensa (por sinal, ficou bem claro também que os jornalistas ali definitivamente não eram o público alvo, apesar de alguns deles sempre acharem que são), mas para participar de uma gravação de um show, ponto. Na opinião de quem está bem longe e assumidamente pode estar errando feio, talvez se as pessoas tivessem se desligado das suas funções profissionais naquele momento, tivessem aproveitado muito mais. Foi uma celebração, da mesma forma que o show de abertura da copa na África do Sul não teve um pingo de futebol.
Sobre o perfil dos jogos apresentados, não há nem o que comentar: alguém realmente esperava que um espetáculo de experiência montado pelo Cirque du Soleil mostrasse jogos que não tivessem enfoque casual?
Finalmente, o assunto mais polêmico – o nome Kinect. Mudanças de nome são sempre muito interessantes, pois quando se anuncia uma delas sempre há o impacto inicial, o choque do novo. Me lembro como se fosse hoje o impacto negativo que o nome Natal teve no ano passado quando foi anunciado – e isto para nós, brasileiros, imaginem nos americanos para quem o nome não faz absolutamente nenhum sentido, e ainda é difícil de pronunciar. Porém, as pessoas se acostumaram com ele, e acabam tendo uma resistência enorme para a mudança. Alguns, inclusive, disseram preferir o Wave, que até é um bom nome de produto
, mas que tem um problema clássico – só tem sentido em inglês. Por outro lado, Kinect é um nome genial por vários motivos, e convido vocês a esta reflexão.
Primeiro, porque é uma palavra que de fato não existe, mas que remete imediatamente a uma nocão de movimento. Assim como Google, é uma palavra inventada, mas que tem tudo para pegar. Ao juntar Kinetic + Connect, demontra claramente as duas intenções primordiais do produto. E mais, por pegar sua raiz no grego (que segundo o pai da moça do filme Casamento Grego, é a raiz de todas as palavras do mundo), ganha sentido em uma quantidade gigante de idiomas – incluindo o nosso – não sendo difícil de pronunciar na maioria deles. E, talvez o mais importante, não tem ligação nenhuma diretamente com os games, o que é crucial em um produto que tem tudo para expandir as barreiras de utilização apenas no Xbox 360, e se tornar a interface de usuário de fato em vários aparelhos daqui a alguns anos.
Longa vida ao Kinect!

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3 Responses to “Simplesmente Kinect”